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Verbo (gerundismo)

Prezados

Como nossa aula foi sobre verbos, gostaria que refletissem sobre o uso incorreto do gerúndio.
É comum preferirmos a forma “vou fazer” a “farei”, entretanto preferir “vou estar fazendo” é demais na maioria dos casos.
“O Gerundismo é uma locução verbal que consiste no uso sistemático de verbos no gerúndio, cujo emprego é relativamente recente no português, particularmente o brasileiro.A concordância da construção com a sintaxe do português não é ponto pacífico, sendo, por vezes, considerada um vício de linguagem. O Gerundismo foi estigmatizado graças ao seu emprego constantemente impreciso semanticamente e ao preconceito lingüístico.”
Vamos rir?

Aos Atendedores de Telemarketing

A VINGANÇA

 Toca o telefone…

– Alô.

– Alô, poderia falar com o responsável pela linha?

– Pois não, pode ser comigo mesmo.

– Quem fala, por favor?

– Aqui é o Edson.


– Sr. Edson, aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção OI linha adicional, onde o Sr. tem direito… 


– Desculpe interromper, mas quem está falando?

– Aqui é Rosicleide Judite, da OI, e estamos ligando…

– Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?

– Bem, pode..

– De que telefone você fala? Meu bina não identificou.

– 10331.

– Você trabalha em que área, na OI?

– Telemarketing Pro Ativo.

– Você tem número de matrícula na OI?

– Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.

– Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da OI. São normas de nossa casa.

– Mas posso garantir….

– Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a OI.

– Ok…. Minha matrícula é 34591212.

– Só um momento enquanto verifico. 

(Dois minutos depois)

– Só mais um momento.

(Cinco minutos depois)

– Senhor?

– Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.

– Mas senhor…

– Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto?

– Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde o Sr. tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Edson?

– Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones.

– Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim. 

(coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino
tocando no Repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir para alguma coisa?), depois de tocar a porcaria toda da música, minha mulher atende:

– Obrigado por ter aguardado…. pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou..

– 10331.

– Com quem estou falando, por favor.

– Rosicleide

– Rosicleide de que?

– Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz).

– Qual sua identificação na empresa?

– 34591212 (mais irritada agora!).

– Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?

– Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Sra tem direito a uma
linha adicional. A senhora está interessada?

– Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer,
pode anotar o protocolo por favor…..alô, alô!

TUTUTUTUTU…

– Desligou…. nossa que moça impaciente!

 

 OUTRA HISTÓRIA:

Gerúndio:Boa tarde, com quem eu vou estar falando?

Eu:Péssima tarde e você está falando com uma cliente extremamente insatisfeita e de péssimo humor, com o tempo curto e desejando profundamente conseguir objetividade no atendimento.

Gerúndio:Hã????

Eu:Quero cancelar o meu plano. Minha internet não funciona, nem meu telefone, nem a minha tevê.

Gerúndio:Senhora, nós vamos estar enviando um técnico à sua residência ainda hoje para estar verificaaaando o problema.

Eu:Não quero técnico, quero c-a-n-c-e-l-a-r o meu plano, e eu quero fazer isso AGORA!

Gerúndio:Senhora, por favor, mantenha a calma, eu vou estar transferindo a sua ligação para o setor responsável. A senhora pode estar aguardando um momeeeeento?

Eu:Não posso estar esperando, nem estar aguardando, nem estar negociando. A única coisa que eu posso e quero estar é voltando para a Sibéria, de onde eu nunca deveria ter saído.

Tu-tu-tu-tu-tu-tu-tu!


O bom gerúndio

É preciso cuidado para que o combate ao gerundismo não torne marginais os usos legítimos de locuções com gerúndio
Luiz Costa Pereira Junior

 
A adoção do gerúndio na locução acima é válida porque mostra um futuro em relação a outro futuro, com ações diferentes feitas simultaneamente

O uso indiscriminado do gerúndio – a endorreia, o emprego viciado de formas como “vou estar passando o recado” – pode estar longe de ser erradicado, mas já tem uma vítima involuntária: o próprio gerúndio.

Uma década depois de o fenômeno se propagar feito gripe pelo país, especialistas começam a perceber que o combate ao uso repetitivo do gerúndio nas perífrases (dois ou três verbos numa locução verbal) criou em muita gente uma aversão a qualquer tipo de gerúndio, mesmo quando este é a forma mais adequada para apresentar uma ideia.
Para a professora de português da USP Elis Cardoso de Almeida, vive-se hoje o efeito colateral das campanhas de combate ao vício, com risco de confusão entre as construções sintáticas condenadas e as de uso corrente.
– Pode acontecer com o gerundismo o que ocorreu com construções como “a nível de”, que sofreu retração de uso ao ser discutida intensamente em público. Mas não se pode esquecer que há um uso adequado quando está em jogo a ideia de futuro durativo ou contínuo, como em “Não vou poder entregar o texto pois na ocasião vou estar viajando”.
Há quem evite o trenzinho verbal (“vou estar + gerúndio”) para não dar ao ouvinte a impressão de que houve má aplicação. O comum, no entanto, é reprimir as perífrases por hipercorreção – corrigir o que se considera erro até quando não há, numa falsa analogia que se imagina correta e requintada, por equivaler a outra.
Fora da escrita
O exagero do combate, no entanto, pode levar a distorções comunicativas. O gerundismo é considerado, por exemplo, pouco econômico. Afinal, é mais longa a construção “vou estar conversando” do que o futuro simples “conversarei” ou o composto “vou conversar”. Tornada atitude crônica, a concisão pode ser não raro imprecisa, lembra o linguista da Unicamp, John Robert Schmitz. Segundo ele, nem sempre as formas mais econômicas do que o trenzinho verbal evitam problemas. Imaginemos um recente folheto de orientação de trânsito do governo municipal de São Paulo:
“Cuidado: mesmo que os automóveis estejam parados, os ônibus, motos e táxis podem estar andando na faixa exclusiva”. O “podem estar andando” daria lugar a outro sentido se fosse substituído por “podem andar”. No primeiro caso, há alerta. No outro, uma liberação. O problema, dizem os especialistas, é quando se condena o uso do gerúndio em qualquer perífrase, com comandos como: “O gerúndio nunca vem depois de um verbo no infinitivo”.
– Não dá para condenar o uso da locução sem examinar seu contexto. Faz sentido dizer “vou estar providenciando” se de fato vou ficar muito tempo fazendo isso – declarou à Língua a professora Maria Helena de Moura Neves, da Unesp.
É preciso pôr os pontos nos ii, portanto. O gerúndio (amando), o infinitivo (amar) e o particípio (amado) são formas nominais do verbo porque, embora com valor verbal, desempenham a função de substantivos e adjetivos. O particípio “amado” apresenta ação concluída. O infinitivo “amar” é pontual: traz o processo verbal em potência; exprime a ideia da ação ou do evento.

O infinitivo pode ter função de substantivo (amar é sofrer = o amor é sofrimento). O particípio pode funcionar como adjetivo (mulher amada). Já o gerúndio pode ter função adverbial ou adjetiva (chovendo, não jogarei = se chover, não jogarei; água fervendo = água fervente). Ele flagra o processo verbal em andamento.

É diferente dizer “caiu do cavalo e esfaqueou o oponente” e “caindo do cavalo e espetando o oponente”. A segunda oração dá ideia de movimento que a outra não tem. “Caindo” e “espetando” descrevem ação contínua, mas que não acabou ou evolui sem hora para ser concluída.
Endorreia
A estrutura com três verbos (“ir” + “estar” + gerúndio), por sua vez, traz os auxiliares “ir” no presente do indicativo (vou, vai, vamos), que remete a ação para o futuro, e “estar”, que emite a sensação de continuidade da ação.

Um primeiro problema é quando se usa esse trem verbal para indicar uma duração que a ação não pede.
“Não ligue amanhã pois vou estar viajando” significa que a viagem não se resume a um dado número de horas, mas a pessoa terá todo o dia afetado por ela. Quando a informação não supõe essa duração, há curto–circuito comunicativo.
Assim, ao ouvir “vou fazer”, o interlocutor entende que assumimos um compromisso com ele, mas “vou estar fazendo” pode lançá-lo à expectativa – se esta não é a intenção de quem fala, o gerundismo se instala. Se usado para comunicar uma ação que durará no tempo ou se repetirá no espaço, o trem do gerúndio se ajusta à função desejada (ver quadro da página anterior). Caso contrário, é como usar uma chave de fenda para bater pregos.
Pouco interessa a origem do vício. O gerundismo bem pode ter nascido de contextos de formalidade, em que um intermediário é encarregado de mediar o contato de seus superiores com estranhos. Onde há expectativa de uma pessoa em torno da ação de outra, o gerundismo pode proliferar.
Brasilidade
Há quem desconfie que o gerúndio seja uma preferência nacional. Idiomas como alemão, holandês e francês não desenvolveram formas verbais com ele. Outros não os têm com a abundância do sistema verbal brasileiro. Embora povos de língua inglesa e espanhola tenham gerúndio, nós o usamos com uma frequência e variedade que impressiona. A ponto de não ser incomum a tentação determinista de ver no gerúndio um traço cultural do país inteiro. A escritora Nélida Piñon, por exemplo, declarou à Língua que considera o gerúndio “um tempo verbal deslumbrante”.
– O europeu é atado ao espartilho do infinitivo (“estar a fazer”). Nós, não. Nós temos a noção de que estamos agora aqui, mas daqui a pouco estaremos ali; há uma velocidade interna no nosso sentimento da língua, um nervosismo de estar em outro lugar que não aquele em que estivéramos até então. Temos necessidade de abranger um país amplo, de abarcar tantas experiências humanas, e o gerúndio corresponde a essa velocidade interior – defendeu Nélida.
Sob tal ponto de vista, o gerundismo marcaria uma oposição bem brasileira entre promessa e esperança, forma categórica e relativização. Tal ideia pode ser só um mito, mas a proliferação do trem verbal é considerada pelos pesquisadores de linguagem um exemplo, não o único, da produtividade do brasileiro em encontrar aplicações ao gerúndio.
Usos e abusos
Para o linguista José da Silva Simões, professor de alemão da USP, é alta a versatilidade brasileira no uso do gerúndio. Simões, que em 2007 defendeu tese de doutorado sobre o assunto, acredita que há contextos sintáticos em que o gerúndio pode ser usado para encobrir o sujeito que enuncia ou para evidenciá-lo.
Em sua forma não composta, em construções adverbiais, pode encobrir a autoria de uma ação. O sujeito apaga a sua pessoa e não se compromete, por exemplo, ao começar uma frase com condicionais, como “Pensando sob esse ponto de vista…”. Aqui, o enunciador não quer deixar evidente sua condição de autoria, manifesta no equivalente “Penso que”.
É o que pensa, também, o professor de letras da Uerj José Carlos Azeredo, para quem, na perspectiva enunciativa, o gerúndio pode servir a uma estratégia de dissimulação de autoria.

– O Brasil criou expressões em que o gerúndio se gramaticalizou como preposição ou advérbio. Em “Considerando que você é meu amigo, faça isso para mim”, não é o falante quem considera. Há uma atribuição de autoria a um ser indeterminado. Uma vez que não traz marca do sujeito, e não tem flexão, recorre-se ao gerúndio para esconder a autoria da declaração.

 
Usos brasileiros do gerúndio: em alguns casos, como acima, ele tem a função de dar estofo técnico ou de acentuar a ação

Defesa
Como o trem verbal com gerúndio, esse tipo de construção é uma “defesa da face” do enunciador.
– O enunciador constrói o enunciado de tal maneira que o preserva de ser responsabilizado pelo insucesso de algo – diz Azeredo.
Para Simões, o gerúndio é historicamente uma opção ao uso da conjunção causal (porque, pois, uma vez que), concessiva (embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, apesar de que) ou condicional (caso, quando, salvo se, sem que, dado que, desde que, a menos que), mais impositivas.
– Dizer “Não prestando atenção, o problema ocorreu” é uma maneira de atenuar o sentido dado pela conjunção causal em “Porque você não prestou atenção, o problema ocorreu” – esclarece Simões.
Trata-se de estratégia pragmática, que se fia na suposição retórica de que a recepção de uma formulação como “Se eu não achar a caixa preta do avião…” é diferente da de “Não se achando a caixa preta do avião…”.
– Em construções adverbiais, como “Pensando nos órfãos”, “Partindo do pressuposto da linguística” ou “Voltando ao assunto…”, a pessoa delimita o campo de discussão ou redireciona o assunto que vem em seguida e evita formulações que o comprometam.
Segundo Simões, o gerúndio adverbial, por natureza uma construção formal, também serve para simular consistência. “Geograficamente falando” (em lugar de “Se você observar o aspecto geográfico da questão”) estabelece um domínio de conhecimento, o suporte técnico em que se escuda a declaração.
Identificação
O gerúndio brasileiro é rico o suficiente para ter casos em que intensifica a identidade, em vez de atenuá-la. Sem o sujeito, a oração adverbial pode delimitar domínio de conhecimento, direcionar o foco da conversa. Com sujeito, ela presentifica a ação e serve como digressão, num processo que, para Simões, lembra a nominalização.
É o traço comum de sentenças como “O que é isso, todos falando junto?”, “Essa gente toda dependendo do pai” ou “As crianças, tudo precisando da família”. O verbo aqui promove a presentificação de um evento, independentemente de ele ser passível de ser conjugado no presente, no passado ou no futuro. Traz consigo a ideia de continuidade, de atividade que se repete, mas essa repetição está cristalizada naquele momento. Assim é com “Todo mundo querendo dormir e você fazendo barulho”, em que “querer dormir” é algo habitual, e o barulho interrompe o hábito. Ou: “Nós sempre aguentando os problemas com cara alegre” (sempre aguentamos).
O gerúndio veio do contexto formal. Era usado em textos litúrgicos e jurídicos. Do latim para línguas românicas, chegou à fala. No português de Camões eram comuns estruturas como “Estou cantando”. Mas o português europeu se modernizou. O Brasil manteve a estrutura e a desenvolveu como Portugal não o fez.
– Nosso gerúndio saiu da formalidade e se reorganizou. Por isso temos tantos – diz Simões.
Verbo “estar”
A intensidade de uso das construções com gerúndio e particípio parece, de quebra, ter mudado a caracterização de verbos auxiliares que ladeiam o gerúndio no trem verbal.
Para Ataliba de Castilho, da USP, o auxiliar “estar”, ligado a gerúndio ou particípio, mudou seu caráter morfológico e semântico.
– Ele tem virado morfema prefixal que assinala ação acabada em “tá falado” – diz o professor.

Ali, com o particípio passado, diz Ataliba, “estar” assinala ação contínua que se aproxima do aspecto perfectivo (no sentido de “foi combinado”, “concluído”), similar à do presente do indicativo.

– Talvez esteja sendo criada uma forma composta do presente do indicativo, sem diferença, por exemplo, entre “eu falo” e “estou falando”. O presente é o único tempo que não tem forma composta, e o verbo “estar” parece garantir cada vez mais a existência de uma espécie de presente do indicativo composto.

 
A locução com gerúndio é apropriada se o verbo admite ação que se repete e se prolonga

Evolução
Nesse sentido, as construções com gerúndio precedido de “ir” + “estar” são reflexos de um desenvolvimento natural no idioma.

– A repetição é que incomoda. Uma frase seguida da outra, sempre iniciada com gerúndio, torna qualquer texto pesado – diz Simões.
Para Elis Cardoso de Almeida, o problema mais grave com o gerundismo nem é a construção em si, mas sua frenética repetição.

– É o problema do uso indiscriminado, sem caráter de duração.
O lexicógrafo Francisco Borba diz que, com o movimento contrário à aceitação da endorreia, ela talvez não penetre na língua escrita.
– No jornalismo, esse tipo de construção chama atenção mais como gozação do que por deslize.
Mesmo em vestibulares e concursos, no entanto, há construções reduzidas de gerúndio. Como quem escreve redações intui que deve adotar um registro culto, tende a adotar estratégia sintática que supõe culta. Não é incomum ver, por exemplo, um “Observando as ações do governo” sem a conjunção (Se nós observarmos).
É cedo para garantir que não haverá neutralização da distinção semântica que define o gerundismo como inadequado. Mas há domínios em que até ele é legítimo. O desafio, então, é familiarizar as pessoas com o registro adequado ao grau de formalidade exigido em cada situação. Pois, no fundo, o gerúndio talvez seja mesmo um retrato, não do brasileiro, mas de sua versatilidade comunicativa.

O gerundismo do bem
A adoção do gerúndio em perífrases (como “vou estar lendo”) é válida quando:

– Se quer mostrar um futuro em relação a outro futuro:
“Amanhã não posso viajar porque vou estar carimbando documentos” significa que vou passar o dia a carimbar.
Em “Hoje à noite, vou estar vendo a novela enquanto você vê o futebol”, a frase mostra situações diferentes feitas simultaneamente e admitem locução com gerúndio. Em “quando você chegar, eu vou estar dormindo”, a ação de “dormir” é contínua e simultânea. O uso está inserido no sistema da língua. É legítimo.
– O verbo implicar duração ou admitir repetição: “Vou estar fechando o balanço da empresa” está no vernáculo, mas “vou estar enviando seu documento” é estranho. É um documento só e a ação é relativamente rápida ou instantânea. Mas em “amanhã, vou estar apertando parafusos o dia todo”, a sentença descreve ação contínua.
Usos do gerúndio
Em sua forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso, que pode ser simultânea à do verbo da oração principal ou anterior/posterior a ela.
“Estou desistindo” diz que está em curso um processo de desistência. Anuncia um evento que durará algum tempo para ser concretizado.
Em formas compostas, com dois verbos, o gerúndio pontua uma ação duradoura quando acompanhado do infinitivo de verbos auxiliares (estar, andar, ir e vir) e indica ação concluída antes da expressa pelo verbo da oração principal.
“Tendo concluído a prova, ele a entregou ao professor”. A ação concluída antecipa a entrega da prova.
“Ele está falando alto demais”. A forma dada ao verbo “falar” indica a ação como presente e com tendência continuativa.
“Ele anda acordando sem ânimo”. A ênfase da ação duradoura é na intensidade ou na insistência de um acontecimento.
“A cada dia, mais fiéis vão rezando pela saúde do papa”. O verbo “ir” assinala uma ação progressiva em direção a um aqui e agora.
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Categorias:Português
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